Aqui neste quebra-mar, amo sem querer. Caio em contradição, pois você é tudo aquilo que eu sempre quis ter. A face da moeda tem a cara distorcida. Os valores de uma vida inteira foram arremessados no escuro. Tampa da garrafa que não sai, amor que mesmo implorando não quer partir. Não consigo entender o poeta.
Fala que sofrer dá prazer, e que sofrer é viver... Mas, não vejo esse prazer todo em amar, não vejo tanto amor...no prazer. São duas estradas contrárias, filhas de paralelos que na verdade... não se unem jamais!!! Pura ilusão.O poeta escreve, o poeta fecha o livro, o poeta vê o mar, o poeta diz: --Como o dia está frio. O mar me acalma. O barulho no quebra-mar, a maresia, os respingos...viagens sóbrias para um corpo ébrio. Trêmulo por querer, feliz por não ceder, amargurado por perder...
E no convés aquele homem lembrava de um rosto. Viagem perdida, viagem tão sóbria para um corpo tão ébrio. Que ama sem querer, mas vive razoavelmente bem..longe de você!
Fala que sofrer dá prazer, e que sofrer é viver... Mas, não vejo esse prazer todo em amar, não vejo tanto amor...no prazer. São duas estradas contrárias, filhas de paralelos que na verdade... não se unem jamais!!! Pura ilusão.O poeta escreve, o poeta fecha o livro, o poeta vê o mar, o poeta diz: --Como o dia está frio. O mar me acalma. O barulho no quebra-mar, a maresia, os respingos...viagens sóbrias para um corpo ébrio. Trêmulo por querer, feliz por não ceder, amargurado por perder...
E no convés aquele homem lembrava de um rosto. Viagem perdida, viagem tão sóbria para um corpo tão ébrio. Que ama sem querer, mas vive razoavelmente bem..longe de você!
(Luciana Carvalho de Oliveira 01.08.2006)

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